Congresso Internacional de Direitos Humanos encerra com debate sobre combate às drogas

 

Guerra às drogas

O último dia do II Congresso Internacional de Direitos Humanos promovido pelo Centro Universitário Social da Bahia (UNISBA) deu lugar a um tema ainda polêmico: [a guerra às] drogas e sua interface com a saúde, através da “medicalização do sofrimento”.

 

A mesa de debate foi composta pela professora Marlene Miranda, do Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas, e pela professora da Universidade Católica do Salvador e ex-aluna do Centro Universitário Social da Bahia, Luciene Figueiredo.

 

Miranda criticou o modo como a questão das drogas tem sido tratada sob o aspecto legal no Brasil. A professora observou que sua criminalização tem um forte viés socio-racial. Segundo ela, o modo como o uso e o tráfico de drogas é abordado quando envolve pessoas negras e de classes mais baixas é significativamente diferente daquele que envolve pessoas brancas de classes mais altas. O genocídio dessa população negra, jovem e mais pobre justificaria, então, a lógica da guerra às drogas, que, ainda segundo Miranda, “mata muito mais do que o consumo de substâncias psicoativas.”

 

Medicalização do sofrimento

Marlene Miranda destacou ainda um discurso que ouvimos com frequência nos caixas de farmácias: “‘Hoje a novalgina tá em promoção, não vai levar?’ E aí você se vê levando um medicamento pra casa que nem precisa. […] O problema é que a droga ocupa um lugar de cuidado, de amparo que não encontramos noutro lugar.”

 

Foi nesse sentido que a professora Luciene Figueiredo deu continuidade ao debate da mesa. Comentando as instituições que funcionam com práticas asilares, a professora observou que, “ao longo da história, todas as práticas de institucionalização ensinaram a gente que a gente precisava organizar, limpar, medicar, mas [em] poucos momentos a legislação nos diz que nós precisamos cuidar – mas nós não aprendemos a cuidar. […] E esse cuidado está muito longe do que nós podemos aprender, porque esse cuidado, a gente muitas vezes não consegue fazer conosco. […] A Ciência se amplia, se torna moderna, mas a forma como lidamos com ela ainda é muito rudimentar”, afirma.

 

Figueiredo lembrou ainda que a Psicologia pressupõe a multideterminação do sujeito humano. Citando casos em que o diagnóstico é feito muito cedo (como em crianças e adolescentes, mas também em pessoas adultas) e em que a solução passa pelo uso de psicofármacos, questionou: “Será que nossas práticas [de profissionais psicólogos/psiquiátricos] não têm servido para determinar o sujeito?”

 

Iniciação à Ciência

O evento encerrou com a XVIII Jornada de Pesquisa do PIBIC, o Programa de Iniciação Científica. Na ocasião, estudantes dos diversos cursos do UNISBA puderam compartilhar suas pesquisas, realizadas sob a orientação de docentes do Centro Universitário.

 

A reitora Margareth Passos agradeceu às palestrantes da manhã, bem como ao público que acompanhou o Congresso, e compartilhou palavras de estímulo ao grupo de estudantes que se apresentaram no evento.

 

Texto: Nayara Brito

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