O enfrentamento da Covid em Salvador em debate

A ação rápida e coordenada do Sistema Único de Saúde, em Salvador, foi um dos fatores determinantes para que a capital baiana tivesse um enfrentamento forte e decisivo contra a propagação da COVID-19. A análise é de Leo Prates, Secretário da Saúde do Município de Salvador.
Leo Prates é um dos conferencistas do Segundo Congresso Internacional de Direitos Humanos promovido pelo Centro Universitário Social da Bahia – UNISBA, de 15 a 17 de outubro. O evento será realizado virtualmente e vai discutir o Direito à Saúde. Pesquisadores, profissionais, professores e estudantes de graduação e pós-graduação terão acesso livre aos debates que serão transmitidos online, via Youtube. O Secretario participa do evento na sexta-feira, às 9 horas da manhã. O tema da mesa redonda será Direito à Saúde: Práticas e Evidências. Também participam desse mesmo debate o Prof. Dr. António Pedro Dores (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa – ISCTE-IUL, Portugal) e a Prof.ª Dr.ª Iura Gonzalez Nogueira Alves (UNISBA).
O secretário da Saúde de Salvador, disse que está muito feliz em participar do Congresso porque, antes de ser Secretário da Saúde, foi Secretário de Promoção Social, onde reestruturou todo o Conselho de Direitos Humanos. Em sua apresentação no evento, ele pretende abordar seis pontos principais: o trabalho do SUS, a atenção à saúde em Salvador, a organização do sistema de saúde para enfrentamento da pandemia em Salvador, o direito à saúde de populações específicas (consultórios nas ruas), respostas a doenças negligenciadas na pandemia e as estratégias da Secretaria Municipal de Saúde para garantir o tão falado direito à saúde.
Leo Prates acredita que o enfrentamento da COVID-19 no município teve um grande avanço a partir do Salvador Protege. “Num primeiro momento, serviu para mapeamento e acompanhamento de eventuais doentes e, depois, foi incrementado para o rastreamento dos casos de COVID-19, virando referência nacional no Sistema Único de Saúde. Então, o Salvador Protege, que é um programa de enfrentamento à COVID nas Unidades Básicas de Saúde, eu considero o grande avanço na atenção primária e no enfrentamento do vírus”.
Para o Secretário da Saúde da capital baiana, as equipes de saúde do município estão prontas para enfrentar qualquer situação de casos de novas pandemias, se ocorrerem. Ele acredita que ficou um legado de procedimentos que poderão ser seguidos à risca para enfrentar casos graves como a COVID-19. “Estamos deixando um grande legado de informações e de técnicas que desenvolvemos. Foi um aprendizado para todos nós e eu posso afirmar que não seremos mais pegos de surpresa, pois criamos diversos planos de contingência que permanecerão com os servidores que participaram conosco dessa luta, até o presente momento, vitoriosa, porque a pandemia ainda não passou”.

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